FÉRIAS DE INVERNO
Enquanto isso, recomendo a Caipirinha Appreciation Society. Podcast porreta!
Beijos e peace
O blogue do programa de música pop em português
da Rádio Centre-Ville FM, 102,3, Montréal.
Mr. Catra, por Silvio Essinger
Um Rio de Janeiro inteiro o conhece: Catra, o Fiel. Não há hoje na cena dos bailes funk figura mais central. Seu versar neurótico - ou seja, com a linguagem de quem vive na favela - é exemplo para muitos dos MCs que disputam um lugar nos palcos. E sua trajetória artística não os deixa desanimar diante das dificuldades. Porque Catra está aí há pelo menos uma década, desde que apareceu nos bailes funks. Garoto do morro adotado por uma família de classe média alta da Rua Catrambi, na periferia do Rio, Wagner Domingues Costa cresceu ouvindo MPB, black music e rock. Na adolescência, pelas mãos de um amigo, o DJ Leandro, descobriu o hip-hop. Por cima do batidão contagiante do rap, Catra detectou a verdade contundente das letras de um Public Enemy e decidiu levá-las para o funk e para o morro - que é onde ele viu e viveu de tudo, e conseguiu voltar para contar. Assim, ao longo de muita batalha, com sua voz rouca e reconhecível à distância, ele teve sucessos como "Cachorro" (retrato sem retoques da lei do morro, que o asfalto identificou como proibidão, o funk que louva os feitos de alguma facção criminosa), "Ô Simpático" (que foi regravado pelo grupo de samba Revelação), "Bonde do Justo", "Vacilão Não Morre de Velho" e "Vida na Cadeia". Ao mesmo tempo, a irreverência e a sensualidade (que, assim como a religiosidade, são componentes indispensáveis do discurso de Catra) marcaram presença em músicas como "Cadê o Isqueiro?" "Me Ter é Bom", "Mercenária" e a impagável "Montagem Capô de Fusca".

Uma casa é, no seu sentido mais comum, uma estrutura artificial (ainda que nos primórdios o ser humano tenha utilizado, para o mesmo efeito, formações naturais, como cavernas), constituída essencialmente por paredes, geralmente com fundações e uma cobertura que pode ser, ou não, um telhado. Uma casa serve, em termos mais pragmáticos, para providenciar abrigo contra a precipitação, vento, calor e frio, além de servir de refúgio contra ataques de outros animais (ou de outros seres humanos). (w)

Dizem por aí que quando alguém afirma peremptoriamente "não é pelo dinheiro", é porque é só pela grana mesmo. O programa de hoje é sobre o vil metal, curtam.
1. quinto andar - $$$
2. paulinho da viola - pecado capital
3. gog - dinheiro na mão
4. zeca baleiro - você só pensa em grana
5. lucas santtana - tijolo a tijolo, dinheiro a dinheiro
6. pedro luís e a parede - rap do real

Dois caras se juntam pra fazer um álbum ou uma canção. Às vezes eles até chamam um terceiro - o que os transformaria num trio, mas aí então eu teria que mudar o título do post, e isso eu me recuso a fazer. Aí em cima estão os irmãos Eng e Chang, celebridades gêmeas de uma outra época.
01 zé ramalho e lula cortes - pedra templo animal
02 fagner e zeca baleiro - hotel à beira-mar
03 ney matogrosso e pedro luís e a parede - a ordem é samba
04 ed motta e flávio venturini - nascente
05 marcelo d2, zeca pagodinho e arlindo - dor de verdade
06 tejo, black alien, speed - quem que cagüetou
07 rádio favela vs z'áfrica brazil - favela

Então, se assucede que desde um post antigo sobre o grande Noriel Vilela, tem um bando aí me atormentando pelo álbum Eis o Ôme. Como o álbum tá mesmo esgotado, vou colocar um linque pra baixar, aproveitem... 


